O consumo de proteína na dieta pode estimular a síntese de proteínas do músculo esquelético de acordo com um artigo na American Journal of Clinical Nutrition.
Curiosamente, os idosos apresentam uma resposta atenuada a síntese ligada ao consumo de proteínas, o que pode ser associado com a perda de músculo esquelético amplamente relacionada com a idade, chamada “sarcopenia.” Sabe-se que a resposta da síntese de proteínas musculares devido ao consumo de proteínas através da dieta depende da quantidade consumida, bem como o tipo de proteína. Proteína de soro de leite e caseína são frequentemente utilizadas como fontes de proteínas em diversos alimentos fortificados.
Em um estudo recentemente publicado por pesquisadores Holandeses, 48 homens na melhor idade e saudáveis consumiram uma bebida-teste contendo 20 gramas de uma das três diferentes fontes de proteínas: soro do leite, caseína ou caseína hidrolisada. Os pesquisadores obtiveram amostras de plasma e músculos dos participantes durante o período do estudo que compreendeu 8 horas. Os pesquisadores foram capazes de medir a absorção e metabolismo das diferentes fontes de proteínas, bem como calcular a síntese de proteínas musculares em um período de 6 horas porque havia incorporado anteriormente no leite uma forma especial detectável do aminoácido fenilalanina, a partir do qual o soro e caseína são obtidos.
Os resultados da pesquisa em homens na melhor idade indicaram que houve uma maior taxa de absorção inicial de aminoácidos do soro do leite e da caseína hidrolisada em comparação com a caseína. No entanto, a ingestão de proteína de soro de leite levou a maior taxa de síntese de proteínas musculares.
Os pesquisadores acreditam que isso pode ser relacionado com a maior disponibilidade de aminoácidos provenientes da proteína de soro de leite, em especial do aminoácido leucina, quando comparado com a caseína. Isso se deve provavelmente à rápida absorção de aminoácidos da proteína de soro do leite e maior conteúdo de leucina em relação à caseína. O foco na disponibilidade da leucina é consistente com observações de que o aminoácido leucina é um importante regulador pós-prandial da síntese de proteínas musculares.
Este estudo é interessante porque pode levar ao desenvolvimento de novos produtos, a base de proteínas, fortificados com soro de leite ou leucina para promover a síntese de músculo esquelético.
Fonte: Pennings B et al. American Journal of Clinical Nutrition 2011; 93:997-1005.
Espaço para troca de conhecimento e experiência sobre ciência, segurança e tecnologia de alimentos, auxiliando alunos e profissionais que trabalham na área de alimentos desde sua obtenção, produção e consumo.
domingo, 30 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Poderemos ter carne de laboratório em 6 meses
No começo, caçávamos para nos alimentar. Depois, passamos a criar animais. Agora, novas pesquisas podem permitir fazer carne de laboratório. O músculo cresceria de células animais multiplicadas. A ideia da carne sintética não é nova, até agora, ninguém conseguiu produzir o alimento de forma convincente. No entanto, as coisas podem mudar. Essa semana, pesquisadores irão se encontrar na Suécia para discutir o assunto.
De acordo com Mark Post, da Universidade de Maastricht (Holanda), pioneiro da tecnologia, estamos a 6 meses de conseguir fazer a carne de laboratório. O cientista, que trabalha com células de porco, já conseguiu fazer crescer o músculo in vitro. Alimentando essas células com soro fetal de cavalo ele conseguiu fazer crescer tiras de músculo de 2,5 centímetros de comprimento e 0,7 cm de largura.
De acordo com Mark Post, da Universidade de Maastricht (Holanda), pioneiro da tecnologia, estamos a 6 meses de conseguir fazer a carne de laboratório. O cientista, que trabalha com células de porco, já conseguiu fazer crescer o músculo in vitro. Alimentando essas células com soro fetal de cavalo ele conseguiu fazer crescer tiras de músculo de 2,5 centímetros de comprimento e 0,7 cm de largura.
Para fazer com que a carne de laboratório tenha a mesma textura da natural, Post faz com que elas pratiquem exercícios. Ele coloca as tiras de músculo em velcro e as estica, mesmo assim a carne artificial continua pálida porque não tem sangue e há pouca quantidade da proteína responsável pelo ferro. Mas o pesquisador estuda maneiras de acrescentar essa proteína e começar a trabalhar com células de boi.
Com pesquisas como essas não há limites para o tipo de carne que poderíamos criar em laboratório. Atualmente comemos carne de animais que foram domesticados mais facilmente, e esse é o limite entre o que é animal selvagem - portanto, não seria ético consumir - e o criado em larga escala para o abate. Sem a morte animal, até os vegetarianos mais ativistas poderiam comer um hambúrguer de panda sem culpa.
No entanto, para se começar a cultura de células em laboratório, é necessário recolher células de animais vivos. Se os cientistas conseguirem descobrir os tipos de células animais que mais se multiplicam, podem deixar a produção em laboratório mais eficiente e ficar cada vez menos dependentes dos seres vivos.
Outro porém é que, mesmo se Post conseguir criar sua carne de laboratório entre 6 meses e um ano, ainda não se sabe o quão segura ela seria. No caso das células alimentadas por soro de cavalo, o produto final poderia estar contaminado com proteínas chamadas príons, perigosas à saúde. E, o problema ético continua, alimentar carne sintética com produtos animais não excluí a matança da produção.
Um outro grupo da Universidade de Amsterdã desenvolve carne alimentada por cianobactérias, as algas azuis. Delas é extraído um alimento rico em aminoácidos, açúcares e gordura, importantes à célula animal.
Apesar da carne de laboratório correr o risco de ser mal vista por boa parte da sociedade. O PETA (organização pelos direitos dos animais) ofereceu US$ 1 milhão para o primeiro que conseguir produzir carne sintética comercialmente.
fonte: http://revistagalileu.globo.com
Com pesquisas como essas não há limites para o tipo de carne que poderíamos criar em laboratório. Atualmente comemos carne de animais que foram domesticados mais facilmente, e esse é o limite entre o que é animal selvagem - portanto, não seria ético consumir - e o criado em larga escala para o abate. Sem a morte animal, até os vegetarianos mais ativistas poderiam comer um hambúrguer de panda sem culpa.
No entanto, para se começar a cultura de células em laboratório, é necessário recolher células de animais vivos. Se os cientistas conseguirem descobrir os tipos de células animais que mais se multiplicam, podem deixar a produção em laboratório mais eficiente e ficar cada vez menos dependentes dos seres vivos.
Outro porém é que, mesmo se Post conseguir criar sua carne de laboratório entre 6 meses e um ano, ainda não se sabe o quão segura ela seria. No caso das células alimentadas por soro de cavalo, o produto final poderia estar contaminado com proteínas chamadas príons, perigosas à saúde. E, o problema ético continua, alimentar carne sintética com produtos animais não excluí a matança da produção.
Um outro grupo da Universidade de Amsterdã desenvolve carne alimentada por cianobactérias, as algas azuis. Delas é extraído um alimento rico em aminoácidos, açúcares e gordura, importantes à célula animal.
Apesar da carne de laboratório correr o risco de ser mal vista por boa parte da sociedade. O PETA (organização pelos direitos dos animais) ofereceu US$ 1 milhão para o primeiro que conseguir produzir carne sintética comercialmente.
O consumo tiamina e riboflavina associado com menor incidência de TPM
Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (TPM) é relativamente frequente em muitas mulheres. A Síndrome caracteriza-se por sintomas físicos e psicológicos que se inicia durante a fase lútea tardia do ciclo menstrual e termina logo após o início do período menstrual. A patogênese da TPM é complexa e não bem compreendida. Além disso, pouco se sabe sobre a associação de consumo alimentar e TPM.
Um recente estudo caso-controle associado ao Nurses’ Health Study II investigou fatores de risco na dieta associados ao desenvolvimento da TPM. Em um período de 10 anos de estudo epidemiológico longitudinal com mulheres livres de TPM, 1057 mulheres desenvolverem a TPM e, estes casos foram pareados com 1968 mulheres que permaneceram livres de TPM durante o período de estudo.
Os pesquisadores da Universidade de Harvard e a Universidade de Massachusetts estudaram a associação de TPM com o consumo de vitaminas através da alimentação a partir um questionário semiquantitativo de frequência aplicado em indivíduos durante quatro anos de acompanhamento. Além disso, uma série de outras variáveis não-nutricionais foram potencialmente associadas a TPM a partir da análise dos questionários.
Segundo o artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, pesquisadores de Massachusetts constatarem que há uma relação inversa entre ingestão de tiamina e riboflavina de alimentos e a incidência de TPM. As mulheres que tiveram um consumo mais elevado de tiamina tiveram 25 % menos risco de desenvolver TPM em relação às mulheres com o menor consumo de tiamina. Da mesma forma, as mulheres com consumo mais elevado de riboflavina tiveram 35 % menos risco de desenvolver TPM em relação às mulheres com baixo consumo de riboflavina. Por outro lado, a ingestão de niacina, vitamina B6, folato e vitamina B12 não foram associados à incidente de TPM.
Este é o primeiro estudo que analisou a relação entre o consumo de vitaminas do complexo B e a incidente de TPM. Curiosamente, o consumo de tiamina e riboflavina indicado para ser a redução do risco de incidente de TPM foi cerca de 2 vezes mais elevado do que a ingestão diária recomendada (IDR) americana para estas duas vitaminas do complexo B. Embora mais estudos sejam necessários, estes dados sugerem que as mulheres podem considerar como estratégia uma alimentação com alto consumo de tiamina e riboflavina para ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento da TPM
Fonte:
Chocano-Bedoya PO et al. American Journal of Clinical Nutrition 2011; 93:1080-1086.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
A ciência dos antioxidantes: propriedades exclusivas e terapêuticas dos tocotrienóis
O alfa-tocoferol é considerado o antioxidante mais eficaz contra a oxidação lipídica. Em sistemas biológicos, esta ação é corroborado pelo fato de que é o isômero da vitamina E mais abundante nos tecidos e fluidos corporais.
Outros isômeros da vitamina E estão recebendo cada vez mais atenção por suas atividades antioxidantes em sistemas específicos; por exemplo, o gama-tocoferol tem capacidade antioxidante maior que a do alfa-tocoferol em interações com espécies reativas de óxido de nitrogênio. Analogamente, tem sido relatado que o alfa-tocotrienol tem capacidade antioxidante mais intensa que o alfa-tocoferol contra a oxidação lipídica nos microssomas hepáticos, enquanto que o gama-tocotrienol é um antioxidante mais potente nas mitocôndrias cerebrais.
Tocoferóis e tocotrienóis existem nas formas alfa, beta, gama e delta. Ambos os grupos contêm a mesma estrutura anelada e cadeia lateral semelhante conhecida como fitil. Embora estruturalmente semelhantes, a cadeia lateral fitil é mais longa no tocoferol, enquanto que nos tocotrienóis é menor e com três ligações duplas. Essas ligações duplas na cadeia lateral permitem que os tocotrienóis tenham maior mobilidade nas membranas celulares, o que lhes confere propriedades biológicas e terapêuticas únicas além dos benefícios correspondentes ao tocoferóis.
Essa maior atividade antioxidante dos tocotrienóis tem sido atribuída a diversos mecanismos, incluindo interação eficaz com espécies de radicais livres, maior eficiência na reciclagem do radical cromanoxil e distribuição uniforme nas camadas duplas das membranas. Apesar dessas observações e suas implicações clínicas, os tocotrienóis continuam a receber o mesmo status de potencial antioxidante que a vitamina E, sendo significativamente menor que o dos tocoferóis. Existe evidência experimental de que os tocotrienóis podem ser mais eficazes na proteção contra a oxidação do LDL que os tocoferóis. Se o experimento for conduzido com tocotrienóis, o intervalo de tempo de proteção contra oxidação é aumentado, indicando que os tocotrienóis podem ser mais efetivos ao proteger o LDL in vitro que o tocoferol.
Todas as formas do tocoferol como dos tocotrienóis, têm potencial nutracêutico e constituem, portanto, importante foco para pesquisa. O tocoferol e os tocotrienóis possuem propriedades antioxidantes notáveis e podem até mostrar outros efeitos benéficos, sendo investigações sobre o equilíbrio entre oxidantes e antioxidantes um campo de pesquisa bastante promissor.
A manutenção de tal equilíbrio é interessante para um envelhecimento mais saudável e a uma qualidade de vida melhor. Boas fontes de alfa-tocoferol (vitamina E) incluem óleos vegetais e de palma, óleo de germe de trigo, sementes, nozes e soja. Outras fontes adequadas são vegetais verdes folhosos, couve-de-bruxelas, produtos à base de trigo integral, pães e cereais de grãos integrais, abacate, espinafre e aspargos.
fonte: Fortitech
Outros isômeros da vitamina E estão recebendo cada vez mais atenção por suas atividades antioxidantes em sistemas específicos; por exemplo, o gama-tocoferol tem capacidade antioxidante maior que a do alfa-tocoferol em interações com espécies reativas de óxido de nitrogênio. Analogamente, tem sido relatado que o alfa-tocotrienol tem capacidade antioxidante mais intensa que o alfa-tocoferol contra a oxidação lipídica nos microssomas hepáticos, enquanto que o gama-tocotrienol é um antioxidante mais potente nas mitocôndrias cerebrais.
Tocoferóis e tocotrienóis existem nas formas alfa, beta, gama e delta. Ambos os grupos contêm a mesma estrutura anelada e cadeia lateral semelhante conhecida como fitil. Embora estruturalmente semelhantes, a cadeia lateral fitil é mais longa no tocoferol, enquanto que nos tocotrienóis é menor e com três ligações duplas. Essas ligações duplas na cadeia lateral permitem que os tocotrienóis tenham maior mobilidade nas membranas celulares, o que lhes confere propriedades biológicas e terapêuticas únicas além dos benefícios correspondentes ao tocoferóis.
Essa maior atividade antioxidante dos tocotrienóis tem sido atribuída a diversos mecanismos, incluindo interação eficaz com espécies de radicais livres, maior eficiência na reciclagem do radical cromanoxil e distribuição uniforme nas camadas duplas das membranas. Apesar dessas observações e suas implicações clínicas, os tocotrienóis continuam a receber o mesmo status de potencial antioxidante que a vitamina E, sendo significativamente menor que o dos tocoferóis. Existe evidência experimental de que os tocotrienóis podem ser mais eficazes na proteção contra a oxidação do LDL que os tocoferóis. Se o experimento for conduzido com tocotrienóis, o intervalo de tempo de proteção contra oxidação é aumentado, indicando que os tocotrienóis podem ser mais efetivos ao proteger o LDL in vitro que o tocoferol.
Todas as formas do tocoferol como dos tocotrienóis, têm potencial nutracêutico e constituem, portanto, importante foco para pesquisa. O tocoferol e os tocotrienóis possuem propriedades antioxidantes notáveis e podem até mostrar outros efeitos benéficos, sendo investigações sobre o equilíbrio entre oxidantes e antioxidantes um campo de pesquisa bastante promissor.
A manutenção de tal equilíbrio é interessante para um envelhecimento mais saudável e a uma qualidade de vida melhor. Boas fontes de alfa-tocoferol (vitamina E) incluem óleos vegetais e de palma, óleo de germe de trigo, sementes, nozes e soja. Outras fontes adequadas são vegetais verdes folhosos, couve-de-bruxelas, produtos à base de trigo integral, pães e cereais de grãos integrais, abacate, espinafre e aspargos.
fonte: Fortitech
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Polícia apreende alimentos estragados em hotéis de luxo no Rio; quatro nutricionistas são presas
As nutricionistas responsáveis pelas cozinhas dos hotéis Sofitel, Pestana, Othon e Marriott, situados na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, foram presas nesta segunda-feira (10) por crime contra as relações de consumo.
Os agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) apreenderam nos hotéis cerca de 200 quilos de alimentos estragados ou com prazo de validade vencido, em especial carnes e massas --todo o material foi encaminhado para perícia da Vigilância Sanitária. Os quatros hotéis serão multados pelo mesmo crime.
A operação “Turismo Legal” foi articulada em função de denúncias de vários hóspedes que passaram mal após a ingestão da comida oferecida nesses hotéis de luxo.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, constitui crime contra as relações de consumo "vender, ter em depósito para vender, expor à venda ou entregar matéria prima ou mercadoria em condições impróprias para o consumo", cuja pena prevista é de dois a cinco anos de prisão e/ou multa.
O hotel Marriott, um dos quatro estabelecimentos flagrados pela Decon, é o mesmo que hospedou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante visita ao Rio de Janeiro, em março desse ano.
Também participaram da ação policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública (DRCCSP) e da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat).
Já o hotel Othon explicou que uma padaria do estabelecimento foi fechada em razão de uma reforma emergencial no local (ocasionada por um vazamento não especificado). Segundo a nota enviada pelo estabelecimento, também não foram encontrados alimentos impróprios para o consumo.
O hotel Sofitel, por sua vez, disse que está investigando as circunstâncias relacionados à diligência da Decon antes que medidas sejam tomadas. Em nota, o estabelecimento afirma que a cozinha do hotel está aberta para qualquer um que queira visitá-la.
O hotel Pestana também argumentou que foram adotados todos os procedimentos recomendados pela Vigilância Sanitária, e que está à disposição das autoridades para novos esclarecimentos
http://noticias.uol.com.br/cotidiano
Os agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) apreenderam nos hotéis cerca de 200 quilos de alimentos estragados ou com prazo de validade vencido, em especial carnes e massas --todo o material foi encaminhado para perícia da Vigilância Sanitária. Os quatros hotéis serão multados pelo mesmo crime.
A operação “Turismo Legal” foi articulada em função de denúncias de vários hóspedes que passaram mal após a ingestão da comida oferecida nesses hotéis de luxo.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, constitui crime contra as relações de consumo "vender, ter em depósito para vender, expor à venda ou entregar matéria prima ou mercadoria em condições impróprias para o consumo", cuja pena prevista é de dois a cinco anos de prisão e/ou multa.
O hotel Marriott, um dos quatro estabelecimentos flagrados pela Decon, é o mesmo que hospedou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante visita ao Rio de Janeiro, em março desse ano.
Também participaram da ação policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública (DRCCSP) e da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat).
Outro lado
Os quatro hotéis negaram as acusações de crime contra as relações de consumo. Segundo o Marriott, não havia alimentos fora da validade ou estragados durante a vistoria dos policiais da Decon, e sim produtos recém-utilizados, que ainda não tinham recebido as etiquetas de manipulação.Já o hotel Othon explicou que uma padaria do estabelecimento foi fechada em razão de uma reforma emergencial no local (ocasionada por um vazamento não especificado). Segundo a nota enviada pelo estabelecimento, também não foram encontrados alimentos impróprios para o consumo.
O hotel Sofitel, por sua vez, disse que está investigando as circunstâncias relacionados à diligência da Decon antes que medidas sejam tomadas. Em nota, o estabelecimento afirma que a cozinha do hotel está aberta para qualquer um que queira visitá-la.
O hotel Pestana também argumentou que foram adotados todos os procedimentos recomendados pela Vigilância Sanitária, e que está à disposição das autoridades para novos esclarecimentos
http://noticias.uol.com.br/cotidiano
Astaxantina: Pigmento que dá a cor rosa-avermelhada aos flamingos pode ser um antioxidante potente como suplemento alimentar
Embora o carotenóide mais conhecido seja o betacaroteno, precursor da vitamina A, outro carotenóide tem recebido recentemente bastante atenção: a astaxantina. Quimicamente classificada como xantofila, que é uma família de carotenóides não precursores da vitamina A, é um nutriente lipossolúvel com estrutura molecular exclusiva que lhe confere excelente capacidade antioxidante. Organismos inferiores sintetizam a astaxantina com número importante de intermediários químicos os quais incluem fitoeno, licopeno, betacaroteno e cantaxantina. Tanto a astaxantina como a cantaxantina são exemplos de substâncias químicas chamadas de cetocarotenóides conjugados e, ambas ainda são classificadas como xantofilas. Enquanto o betacaroteno é um precursor da vitamina A, a astaxantina não pode ser convertida em vitamina A e, portanto, não pode atuar em processos específicos do retinol, como a visão.
A astaxantina é responsável pela cor rosa intensa observada em diversas espécies aquáticas, incluindo os salmonídeos (por exemplo, salmão), e em crustáceos (p.e., caranguejo, lagosta, camarão) e, mesmo em algumas espécies não-aquáticas como o flamingo (cuja alimentação inclui alguns organismos que produzem astaxantina). Os carotenóides encontrados nos fitoplânctons, algas e plantas (incluindo alho, limão, espinafre, pimentas, milho e muitos outros) normalmente participam dos processos de fotossíntese desses organismos ao agir como moléculas secundárias na absorção de luz. Salmonídeos e flamingos não produzem efetivamente astaxantina, mas obtêm-na dos outros animais que consomem. A fonte mais rica dessa substância é, de longe, a alga Haemococcus pluvialis, usada comercialmente como aditivo alimentar para dar cor a salmões e trutas arco-íris, ente outros, cultivados em viveiros. Peixes livres recebem a cor da astaxantina encontrada no krill e em outros crustáceos de que se alimentam. A astaxantina contida em lagostas vivas é complexada com proteínas chamadas carotenoproteínas que efetivamente passam uma cor marrom azulada a esses animais. Porém, quando as carotenoproteínas são desnaturadas em temperaturas elevadas associadas ao cozimento, a astaxantina é liberada, resultando na coloração vermelho-brilhante que associamos a um jantar com lagosta. Ao fornecer a coloração a tais animais marinhos, por conseguinte melhoram seu valor econômico (p.e., poucas pessoas considerariam apetitosa uma lagosta ou filé de salmão sem brilho). Alguns estudos recentes constataram efetivamente que a astaxantina também desempenha papel antioxidante e nutritivo na saúde marinha.
Toxicidade & Precauções
Até o momento, não foi relatado nenhum tipo de toxicidade associada à suplementação com astaxantina em estudos em animais ou seres humanos.
Funções no Corpo Humano: Antioxidante
Uma literatura significativa corrobora o uso da astaxantina como suplemento alimentar, incluindo estudos in vitro, estudos pré-clínicos e diversos estudos clínicos em seres humanos. Os dados sugerem consistentemente que a astaxantina pode ser uma ferramenta terapêutica efetiva no combate a diversos distúrbios e doenças, entre eles doenças cardiovasculares, de imunidade, inflamação e problemas de degeneração neurológica.
Tem sido reportado em estudos laboratoriais que a astaxantina é, geralmente, pelo menos 10 x mais potente como antioxidante que os outros carotenóides padrão como a cantaxantina, betacaroteno, luteína, licopeno, tunaxantina e zeaxantina.
Quando comparados com a vitamina E em estudos laboratoriais, o potencial antioxidante da astaxantina foi, aproximadamente, de 80 a 550 vezes maior.
A astaxantina é responsável pela cor rosa intensa observada em diversas espécies aquáticas, incluindo os salmonídeos (por exemplo, salmão), e em crustáceos (p.e., caranguejo, lagosta, camarão) e, mesmo em algumas espécies não-aquáticas como o flamingo (cuja alimentação inclui alguns organismos que produzem astaxantina). Os carotenóides encontrados nos fitoplânctons, algas e plantas (incluindo alho, limão, espinafre, pimentas, milho e muitos outros) normalmente participam dos processos de fotossíntese desses organismos ao agir como moléculas secundárias na absorção de luz. Salmonídeos e flamingos não produzem efetivamente astaxantina, mas obtêm-na dos outros animais que consomem. A fonte mais rica dessa substância é, de longe, a alga Haemococcus pluvialis, usada comercialmente como aditivo alimentar para dar cor a salmões e trutas arco-íris, ente outros, cultivados em viveiros. Peixes livres recebem a cor da astaxantina encontrada no krill e em outros crustáceos de que se alimentam. A astaxantina contida em lagostas vivas é complexada com proteínas chamadas carotenoproteínas que efetivamente passam uma cor marrom azulada a esses animais. Porém, quando as carotenoproteínas são desnaturadas em temperaturas elevadas associadas ao cozimento, a astaxantina é liberada, resultando na coloração vermelho-brilhante que associamos a um jantar com lagosta. Ao fornecer a coloração a tais animais marinhos, por conseguinte melhoram seu valor econômico (p.e., poucas pessoas considerariam apetitosa uma lagosta ou filé de salmão sem brilho). Alguns estudos recentes constataram efetivamente que a astaxantina também desempenha papel antioxidante e nutritivo na saúde marinha.
Toxicidade & Precauções
Até o momento, não foi relatado nenhum tipo de toxicidade associada à suplementação com astaxantina em estudos em animais ou seres humanos.
Funções no Corpo Humano: Antioxidante
Uma literatura significativa corrobora o uso da astaxantina como suplemento alimentar, incluindo estudos in vitro, estudos pré-clínicos e diversos estudos clínicos em seres humanos. Os dados sugerem consistentemente que a astaxantina pode ser uma ferramenta terapêutica efetiva no combate a diversos distúrbios e doenças, entre eles doenças cardiovasculares, de imunidade, inflamação e problemas de degeneração neurológica.
Tem sido reportado em estudos laboratoriais que a astaxantina é, geralmente, pelo menos 10 x mais potente como antioxidante que os outros carotenóides padrão como a cantaxantina, betacaroteno, luteína, licopeno, tunaxantina e zeaxantina.
Quando comparados com a vitamina E em estudos laboratoriais, o potencial antioxidante da astaxantina foi, aproximadamente, de 80 a 550 vezes maior.
Por Que Devemos Associar Prebióticos a Probióticos na Alimentação
O sistema digestivo humano possui em média trilhões de bactérias que habitam o trato intestinal e desempenham papel importante na saúde em nosso dia a dia. Cepas de bactérias benéficas, também conhecidas como probióticos (como Lactobacilos e Bifidobactérias), auxiliam o organismo a absorver nutrientes adicionais a partir dos alimentos e a proteger-se contra doenças por meio do fortalecimento do sistema imunológico. Os probióticos ajudam a alterar o equilíbrio das bactérias no cólon para efeitos mais benéficos. Apesar dos benefícios, existem desafios que os fabricantes precisam levar em consideração quanto à estabilidade da formulação em termos de calor, umidade e contaminação a partir de outros ingredientes. E essas considerações se estendem desde o desenvolvimento da formulação do produto até sua disponibilização na prateleira dos supermercados.
Dito isso, a inclusão dos prebióticos é importante para o impacto biológico e o sucesso da adição de probióticos nos alimentos. Os prebióticos são componentes alimentares não absorvíveis pelo intestino que podem alcançar o trato gastrintestinal inferior, funcionando como substratos para o crescimento das bactérias benéficas. Os prebióticos comuns usados para aumentar os efeitos dos probióticos incluem inulina, frutoligofrutossacarídeos e lactulose. Estudos com adultos saudáveis têm demonstrado que os prebióticos podem aumentar a absorção de cálcio e de magnésio. Estudos com bebês mostram que os prebióticos podem afetar positivamente o desenvolvimento imunológico pós-natal e aumentar as imunoglobulinas secretoras fecais. Estudos indicam que os prebióticos podem influenciar o apetite e o metabolismo dos lipídios ao modular a secreção dos peptídeos gastrintestinais. O amido resistente, que é o amido não digerido no intestino delgado, também possui propriedades prebióticas que podem auxiliar a promoção de microorganismos para produção de ácidos graxos de cadeia curta benéficos no cólon.
A combinação de probióticos com prebióticos é chamada de simbiose e, muitos pesquisadores acreditam que é o método ideal para promover a saúde intestinal a partir de cepas de bactérias como Lactobacilos e Bifidobactérias. Os prebióticos fornecem o alimento que os probióticos necessitam para sobreviver no sistema digestivo. Combinar os dois traz diversos benefícios, incluindo a formação de bactérias benéficas nos intestinos que podem ultrapassar em número os organismos patogênicos, evitando doenças como osteoporose (uma vez que probióticos auxiliam o trato digestivo a absorver mais cálcio e magnésio). Em alguns indivíduos, a associação pode ajudar a diminuir os níveis de triglicérides e colesterol, e também ser útil no combate às alergias alimentares por reforçar a função de barreira da parede intestinal, prevenindo potencialmente a absorção de alguns patógenos.
Fonte: Fortitech
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